sexta-feira, 19 de março de 2010

Hoje é meu dia de gente.

Bom dia usuários de blogs, orkut [whodoyouknow?], twitter [followme], facebook, myspace, formspring [askmeanything], flickr, MSN e derivados, viciadinhos do mal do século 21.

Depois de uma semana bem conturbada, de não sentir o meu travesseiro confortando minha pesada cabecinha [chifre] por vários dias, fico feliz por ter acordado tarde, [cantagalo!] com a mamãe fazendo o almoço, minha irmã dando risada ao invés de chegar chorando [aleluia] e meu cachorro esperando por um banho.

Além disso, fico feliz que meu pai não tenha erguido o tom da suave [bruta] voz dele pra mim, mesmo eu continuando a insistir em ser uma vagabunda dentro dessa casa. [voumelhorarok?]

Acho que dessa vez meu final de semana não vai ser tão intenso quanto pegar o trânsito de São Paulo, mas também não será uma porra igual aos dias em que não saio de casa. [tatunatoca]

O que me intrigou nessa semana foi uma palavra que me domina: confusão. HÁ! Novidade q

Deveria eu pensar bem mais antes de agir, mas como meu corpo [terrível] e meus instintos [animais] sempre se deixam levar pelo coração, e nunca pela cabeça cheia de galhos, estou eu então derrubando rios de lágrimas mais uma vez, onde as gotinhas dela, quando se juntam, escrevem em cima do teclado a palavra ‘burra’. Que romântico –n

Mas como eu ia dizendo, hoje é meu dia de gente. Gente sofrida que tem trabalhos da faculdade pra fazer; um texto de Sociologia, matéria extremamente chata, mas que se tornará pior se eu não mover os meus pauzinhos [pegavareta]; gente que tem mil confusões dentro da cabeça que vão insistir em aparecer; dia de gente que não trabalha, o que é uma merda, por que não posso mais fazer aloka na buatchi, tanto quanto antes eu fazia; dia de gente tampouco inteligente, por que podia estar muito bem na fita, mas não, prefere acordar ao meio dia.

Agora a pergunta do dia [temponatela]: será que vale a pena largar a minha vida pra viver outra, completamente diferente? Tô aberta a sugestões.

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‘Mudou até suas vertentes na escrita; queria experimentar o desconhecido que sabia que existia, só não tinha noção de até onde seus pés chegariam.’

terça-feira, 16 de março de 2010

Dias de gente grande.

Mais uma historinha da capital financeira do Brasil pra vocês. [sentaquelávemahistória]

Dessa vez aparentemente sem muitas emoções, mas com a garantia de todos terem visto meu lindo sorriso. [colgate]

Se engana quem pensa que minha city of dreams começa com são e termina com Paulo [sanpablooe!] Minha vidinha tá lá no ABC. [diademakd]

Pela primeira vez eu fui totalmente sozinha pra lá e, como já é de costume, fiquei olhando placas e placas por que ainda não aprendi o bendito dom de seguir o fluxo. [migratório?]

Depois de perder o meu sorriso pro trânsito paulistano [paciência], fiquei mais puta ainda por que as áreas arborizadas lindas do Terminal estavam fechadas. [oaquecimentoglobal!]

Pensei então com meus botões ‘Paciência, alguém vai te acalmar depois.’ Então segui em frente e quase perdi o metrô. Ahá, que dia de sorte! [caraleo!]

Depois disso tive que aprender a arte ninja [nomortalcombat] até achar a escada certa para a luz. [morri]

- [pensando] Meo, vou sentar aqui no chão e fazer a mendiga pra poder descansar. [senta]

...

- [mocinhadomicrofone] Não é permitido sentar no chão dentro das estações. [tomanocu]

Como já é de costume, tentaram me vender balinhas coloridas, tridents de todos os sabores e até caneta pra cd. [quem compra caneta pra cd dentro de um trem?]

- Eu tenho sete irmão, um não tem uma perna, otro é cego, minha mãe tá desempregada deide qui nasceu, meu pai é traficanti, meu irmão mai véio que sustenta a famía! Quem quizé colaborá, só com uma moedinha! [baianodecuérola]

[aumentaovolumedamúsica]

Depois do tormento de sempre, tendo que ouvir as mesmas histórias de sempre, eu fui recompensada com uma papagaia gritando no meu ouvido, uma sapatão jogando guitar hero, uma nova best que parece uma mãe, uma malinha jogando a culpa nas minhas costas e uma menina linda com fogo na... [enfim!]

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Demorei muito pra reconhecer o amor de todas vocês, mas valeu a pena cada segundo que me provaram o contrário de palavras falsas. Quero felicidade dessa forma todos os dias da minha vida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Velhos lugares, novas histórias.

As vezes eu chego a um lugar que já me é muito dos familiares, mas o jeito como me tratam me soa diferente.

- Posso falar com a chefe?

- Pode. [kd?]

...

...

- Então, ela pediu pra eu falar isso e ... [tiraamáscarapokemon]

Até o último dia que eu estive lá, ela só tava faltando jogar confete em cima da minha cabeça [carnavalacabou!]. Outros lugares em que eu estive, mal pude reconhecer os rostinhos não tão inocentes dos pequenos seres que lá estavam. [colégio]

Um tanto quanto estranho de vez em quando saber que um dia eu estive lá, fazia educação física no meio do pasto, brincava de quebrar casinhas de madeira e de vez em quando até assistia às aulas de Literatura do já imortal e amado Professor Barel [sintosuafalta].

E eu penso: Quando eu tinha meus 15, 16 anos, eu era tão comportadinha. Mal sabia das coisas que aconteceriam na minha vida e era uma louca por química até então [melivreidadesgraça]. Agora o que vejo são menininhas metidas a piriguetchi [micaretasnojin] loucas a dançar o tal do rebolation e meninos promíscuos e bombadinhos desfilando o que se auto-denominam músculos. O mundo tá realmente estranho [emedámedo].

O que eu posso ver agora são novas histórias que os mais novos estão construindo, mudando o rumo de um mundo já sem direção, sem quem os oriente [Japãoarigatô]. Bom, como eu não sou psicóloga nem pedagoga, só estou aqui pra alertar que a bomba tá prestes a explodir. Eu só espero que alguém seja inteligente o suficiente pra cortar o cabinho certo, entre o azul e o vermelho. [noúltimosegundo]

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Eu sou da época que criança vivia a brincar, não pensava tanto no futuro, somente em festejar. Pobres pequenos de almas inocentes, os que trocam jogar bola e brincar de boneca por roupas de marca e salto-alto. O mundo muda muito facilmente.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A primeira semana.

Venho aqui hoje, meus queridos, pra falar como é a primeira semana de um bixo burro dentro de uma universidade.

- Bixo, me dá um cigarro.

- Claro. [simpática]

- Você tem que dar cigarro pro meu amigo também. [levatudo]

Bom, nesta primeira semana eu tive o prazer –n de chegar colorida em casa e ainda ouvir risadas e um ‘Nossa, que horror Mirela!’. Obrigada pelo incentivo mamãe rs.

Já fiz muitos coleguinhas que futuramente servirão de parzinho para fazer trabalhos [interesseira] e eu sei que todos eles têm o mesmo interesse sobre a minha pessoa [hum].

Fora isso, é um orgulho poder dizer que ainda não me perdi lá dentro daquele lugar enorme, que tem uma biblioteca do tamanho do universo e uma praça de alimentação que parece de shopping. [nãofazabaiana]

Falando agora sobre as aulas, sinceramente alguns professores me deram medo, alguns me pareceram muito legais e um já falou que eu encho muito o saco, só por que eu não sabia o meu RA. E é claro, já decoraram o meu nome, como sempre acontece desde o Ensino Fundamental [aláfamosinha].

Agora sobre os coleguinhas de sala, meu Deus, se duvidar tem gente até da Paraíba lá dentro [estrangeiro]. Em alguns dá vontade de jogar mísseis [bolinhasdepapel], pelo simples fato de fazerem perguntas no final da aula de sexta feira [queroirembora!].

- Ah, me deixa agora eu falar sobre as meninas da minha sala. [respira!]

- Mas olha, você acha que todas são uma graça!

Finalizo hoje dizendo que me ausentarei esta semana, assim como na passada. E continuarei fazendo isso na semana seguinte, e na seguinte, e na seguinte [chega]. Isso vai tomar muito tempo de mim, mas é por um bom motivo: tô construindo meu futuro.

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Universidade, pra mim é agora uma verdade.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

São apenas diferenças.

Hoje me questionaram [jogaramnacara] sobre meu comportamento com relação a outros gêneros musicais [breganejo], outros estilos de vida. Eu sempre me fecho ao que não me agrada, e se for pra ser assim eu falo tudo na cara mesmo.

- Por que quando vc não gosta das nossas musicas vc pode falar ‘credo’, mas a gente nunca pode falar isso das suas?

- Alô liberdade de expressão?

Bom, mamãe sempre me ensinou a defender meu ponto de vista. Tudo bem que eu exagero um pouquinho as vezes, mas sempre fui uma filha muito obediente. Ou seja, se for pra falar mal eu falo, se for pra defender eu defendo, mas nunca por trás ok? [humnemvi]

Além disso, deixo bem claro que minha cabeça é mais dura que coco da Paraíba [alánojin], e eu vou até o final com as minhas decisões, já dizia alguém que, bom, eu não conheci por bons motivos. Whatever [wheneverwearemeanttobetogether]

Fora esta pequena e casual confusão, eu me orgulho de conhecer pessoas que saibam manter um bom nível de discussão. Sempre acabamos entrando em um acordo [ounão] sobre tudo, mesmo que as vezes voem algumas penas de galinha, alguns tijolos na cara. Mentira, nunca bati em ninguém. [sónomeuirmão]

Mudando de assunto, me propuseram escrever outro blog. Será que eu aguento? [medo] Acho que de vez em quando é bom se arriscar um pouco, quem sabe não vai dar certo, né? Afinal, jornalista escreve até a mão sangrar! [jogosmortais]

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Crescer na vida é uma tarefa difícil, mas pior ainda é manter a cabeça erguida pra desafiar esse mundo insano, cheio de robôs manipulados pra fazer sempre a mesma coisa. Eu não fui construída pra isso, eu cresci pra ser feliz.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A nós, coloridos.

Sem clichês com relação a um dos maiores vícios brasileiros [BBB], é para nós, coloridos, que posto hoje [depoisdeumséculo].

Por que será que temos que passar pela tortura [marteladanatesta] de ficarmos afim de quem não joga no nosso time? Tô revoltada! –s

Já que estamos na plena flor de fevereiro, época do já comentado BBB, utilizemos o exemplo da delicinha da Angélica [adorocomermorangodik]. Minha querida, eu sei o que você passa por estar afim da Cacau, mas o povo infelizmente não gosta de ver morango com chocolate, eles sempre preferem o maldito docinho de coco enjoativo da vovó [Eliéserpaunocu].

Depois desse breve desabafo, só espero que na faculez eu encontre vários pontinhos de luz para completar meu arco-íris, que já está cansado de tanto esperar.

Pergunta de 2010: Quem é a Mima na buatchi? [aloka]

Dando as indevidas e desnecessárias satisfações aos meus tantos fans deste blog oi? [mentira], só aviso que não estou com tempo para postar aqui, mas quem sabe o aquecimento global me inspire um dia, né?

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Distância é uma coisa que eu não consigo mais suportar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Mudança de hábitos.

Pra me despedir deste ano, nada melhor do que falar sobre o que de melhor aconteceu em 2009. Festas! [where my party people at?]

Quem diria que uma menininha santinha, domada pelo mal da inocência [de cu é rola], conheceria em tão pouco tempo a magia das luzes cintilantes piscando como vagalumes em um arco íris, saberia que cachaça realmente é água, descobriria que o mundo é tão promíscuo? Pois então, hehe.

Agradeço então todos que fizeram parte de um ano inusitado, a princípio pra ser esquecido, mas no final pra ser muito e muito lembrado. Afinal, o que seria das minhas noites se não fossem por duas pessoas que agora fazem tão parte da minha vida?

O que me entristece nisto, é ter a dor de não ter visto todo mundo que eu queria todos os dias, mas dentro de meu coraçãozinho [beijãonocorassäum] eu sei que todos eles lembraram de mim em algum instante, seja ele pequeno, seja ele grande.

Agradeço então primeiro por aquela que já tá comigo a 9 miseráveis e tão maravilhosos anos, seja nos dias bons, sejam nos ruins. Você é metade de mim.

Também este post é praquela que aguenta meus desabafos e minhas alegrias depois de tanto nos entendermos, depois de tanto sabermos que felicidade se conquista com a amizade.

Pra todos do ABC [kd Diadema?], uma parte da minha vida tá aí. Obrigada por me aguantarem sendo tão retardada [manicômio shamael] com vocês, sempre.

Aquelas que eu conheci faz tão pouco tempo, mas que, nos meus dias, tomam quase todas as minhas horas. Não sei o que seria de mim agora, sem vocês duas.

Se alguém lê este blog, obrigada também. Eu tenho a certeza de que, além do ‘a rua é minha’, alguém realmente entende o significado deste blog pra mim; mesmo que muitas vezes eu abandone ele.

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Não tenho motivos pra esculachar ninguém, mas também não tenho pra elogiar, se você quer saber. Continuo eu sendo sempre a mesma, em meu mundo cheio de alegria, cheio de incertezas mais certas que suas inocências. Eu sou feliz assim.