segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Controle remoto.

Bom dia, boa tarde e/ou boa noite a todos os viciadinhos do maior mal do século XXI: a internet.

Eu, curtindo meu final de noite [amanhãésegunda], estava conversando com a fofíssima da Larissa [@DiasLarissa], quando uma luz [veladesãojudas] acende na minha cabeça e eu descubro uma analogia.

Como eu sou muito boazinha [ahamsentalá], venho aqui compartilhá-la com vocês.

Sua vidinha medíocre é como uma televisão e você é o ser em questão que está na frente dela, sentado, comendo pipoca e curtindo seu ócio no domingo à noite. Na televisão, está passando um programa que te dá medo, te assusta e você não gosta. Lembrem-se, a televisão é a sua vida. O problema é: você pega o controle da televisão e muda de canal, procurando algo que te agrade naquele momento, ou seja, procura o programa que vai solucionar seus problemas? Ou você continua vendo aquele mesmo programa, que te faz mal, te vicia e te deixa cego diante do mal que ele te provoca?

É necessário algumas vezes esticar o teu braço pra pegar o controle e mudar. Mas é meio difícil né?

Enfim, feita a analogia, deixo a reflexão [refletenaáguapokemon] pra vocês: Quantos aqui não estão satisfeitos com a vida que têm, mas mesmo assim não se movem pra que ela melhore?

Quero deixar registrado aqui que já comecei a fazer minha carreira [dáumtiro?], minhas notas estão razoáveis na faculdade, meu pulmão tá cada vez pior [nãoqueromaistossir], me recordo de 5% das noites em que bebo, tenho meus amigos cada vez mais perto de mim e bom, dikinha que amor eu não sei se existe, mas mesmo assim eu corro atrás do arco-íris.

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Não sei se desacredito no mundo ou nas coisas que pensava sobre você.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sobre o mundo que me cerca.

Final das férias, tudo voltando ao normal... Ou quase.

Algumas coisas mudaram um pouquinho durante esses últimos meses na minha vida, acho que meu coração finalmente conheceu a Antártida e logo depois retornou ao Deserto do Saara, minha cabeça deu mil voltas pelo mundo e até deu uns tropeços pelas garrafas de álcool [aláalcoolatra] mas, uma coisa de fato mudou: minha visão de mundo. [epifaniaoooh!]

Vamos começar então minha análise [psicológica] destes fatos.

Warning: Se você se sentir ofendido com alguma coisa, não precisa ficar assim. Eu não tô criticando ninguém, só tô contando o que eu vejo. Umbj.

Primeiro: engenheiros/abercrombie.

Ok, eu sou pobrecita [mariadelbairro] e confesso que ainda quero muito uma blusa da abercrombie, acho até que fica bonito nas pessoas, mas o que me incomoda é o tipo de gente que as usa. Aí que entram os engenheiros. Se a descrição se encaixar, não é mera coincidência.

Vamos lá: Normalmente bombadinhos, gostam de pagode e sertanejo universitário, frequentam lugares na noite denominados balada, vulgo lugar-que-eu-vou-pra-beber-vodka-barata-e-pegar-meninas-gostosas-pra-comer-e-me-achar-depois. Ah, e usam camisetas da abercrombie.

Conheço bastante gente assim, todo mundo conhece, você conhece. Talvez você que está lendo isso seja um.

Enfim, o que eu quero dizer é que a futura profissão está diretamente vinculada com a marca de roupas.

Segundo: meninas que babam por engenheiros/abercrombie.

Salto alto, vestido curto, decote nada vulgar [maginars], da mesma forma adoram um pagodinho e aqueles sertanejos que até eu acabo decorando de tão chicletes que são. Tá, eu decoro músicas fácil, mas é impossível alguém se deparar com um ‘te dei o sol, te dei o mar...’ e não saber cantar aquilo.

Continuando. Vocês meninas, eu sei que são muito inteligentes, eu sou mulher também ok? Só acho que vocês deviam procurar homens que tenham uma cabecinha boa, sabe?

E não me venha falar que eles não existem, por que eu conheço muitos! E não são gays.

Terceiro: Aos que gostam de ‘happy rock’.

Bom, essas bandas a que me refiro fazem um estilo de som [eudissesom?] diferente, mas nem fodendo é rock. Pode ser qualquer outra coisa, menos rock. Tenham seu espaço, mas não invadam o dos outros. As pessoas que te ofendem também se sentem ofendidas, sabiam disso?

A diferença é que a maioria deles têm uma cabecinha melhor que a de vocês, por que afinal vocês são crianças e ainda estão aprendendo a viver, certo? Não chamei ninguém de pirralho aqui, é só ver a faixa etária das pessoas que ouvem Restart. --‘

Quarto: Aos que odeiam o ‘happy rock’ e músicas da moda.

Só pra constar, as rádios pop são feitas por quem fica ligando o dia todo lá e pedindo músicas. Se o Cine tá em primeiro lugar é por que um bando de gente ligou e pediu a música deles. Não adianta você ficar reclamando ‘Só toca porcaria na rádio!’.

Se você não gosta, é muito simples: PC+Shareaza/LimeWire/4shared = músicas em mp3 [segundaepifania!]

E, além disso, o rádio vai muito além de Jovem Pan FM e eu sei disso por que eu encontro músicas que me agradam muito em outras rádios por ai.

Quinto: Pagação.

Não gosto de quem fica pagando de qualquer coisa que for. O mundo não precisa ficar sabendo que você gosta de alguma coisa, guarda pra você ué. Tudo bem, você vai falar ‘liberdade de expressão’ e eu vou responder ‘não encha minha timeline do twitter de comentários x por que além de eu te odiar, você vai levar um unfollow e quem sabe até um bloqued no msn’. [revoltada] Não é pra tanto, mas é que isso realmente me incomodou esses dias.

Sexto: Amizades.

Fico feliz demais em dizer que me aproximei de algumas pessoas nesse meio tempo aí. Acho que em cada pessoa que conheço, vou descobrindo uma nova parte de mim. Meu sorriso vai ficando cada vez mais completo por causa de vocês. Ok, outras pessoas estão se distanciando cada vez mais e isso só prova que o ‘pra sempre’ não existe, né? Aprendi que só se acredita em contos de fadas durante a infância mesmo.

Eu xinguei alguém aqui? Eu acabei com alguém? Não.

Eu dei indiretas? Eu quis que pessoas se identificassem com o post? Sim.

Vou me despedir agora sem saber quando eu volto, mas eu volto ok? Só espero não receber nenhum unfollow no twitter por causa desse post HAHAHA

E ah, espero que os engenheiros sejam muito bem sucedidos na vida, que as mulheres deles se casem com os mesmos e cuidem bem de casa, que os ‘happy rock’ fiquem mais velhos e reconheçam o que foram no passado, que os anti ‘happy rock’ parem de reclamar e façam muito sexo pra liberar a libido, que quem fica pagando de seja lá o que for, feche o bico e seja muito feliz [deverdade] e que meus amigos continuem me amando menos do que eu amo eles.

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Falei demais hoje.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Desfilando a Copa.

Alguém quer um post sobre a Copa? Claro né, por que jogar futebol ultimamente tá na moda! [desfilandonapassarela]

Tem mulher aprendendo o que é impedimento, gays extremamente felizes com aquelas camisas [ridículas] apertadinhas que a adidas criou pros jogadores ficarem aparentemente mais gostosinhos [querovernahoraquetiraracamisa!] e homens que insistem em pagar de machões falando que “a Argentina é uma merda, o Pelé é melhor que o Maradona e eu jogo mais que o Kaká e o Robinho juntos.” [calaaboca]

Fazendo uma curta análise sobre alguns times da Copa, vamos lá:

Desfilando na passarela: Alemanha!

Bom, eu sinceramente fiquei impressionada com o primeiro jogo deles, acho que o Podolski gostosinho, o Ozil [polvilho], o Klose e o resto do time [émuitonomepralembrar] fazem desse time o melhor da Copa. Tô falando sério umbj. Armam bem as jogadas, têm bastante técnica e podem xingar meio mundo por que primeiro, ninguém vai entender nada e segundo, vai que o Hitler decide subir do inferno e incorporar em alguém! Difícil né?

Agora com vocês: Argentina!

Maradona, você joga pra caralho e eu sou sua fã, mas por favor, para de ficar usando vuvuzelas pra dar um tiro. [oi?] Depois de minha mãe comentar hoje que acha o Messi “bonitinho”, eu não duvido de mais nada nesse mundo! O time tem jogadores muito bons, mas joga um futebol bem medíocre. Mesmo assim, com todas as caneladas e choros nas faltas não existentes, é uma grande seleção!

Quem mais vai aparecer? Ahá: Itália!

Pra alegria das maria-chuteiras, é claro, a Itália não fez nada na Copa além de escorregar no chão e fazer aqueles shorts azuis subirem, né? Me diz, quem não ficou feliz com isso? Quem não viu a foto do Cannavaro? [euri] Enfim, a Itália realmente foi à Copa pra desfilar.

Alá a laranja mecânica! Não, não é o filme, bando de pseudo-cults: Holanda!

Eu tô morrendo de raiva por ainda não ter visto nenhum dos jogos da Holanda, mas velho, COMO eu pago pau praquele uniforme laranja! [alguémmedá?] Veremos do que eles são capazes, certo?

Todo mundo vai me encher o saco, mas eu falo mesmo assim: Suíça!

Aô Helvetia, tá difícil sair da defesa né? Eu sei que a Suíça já saiu, mas e daí? Eu ainda tô torcendo pra ela. [mepermitaserfeliz] Pra quem não entende por que eu torço pra esse time X que nunca faz muito na Copa, a razão é a de que eu sou descendente de suíços, só isso umbj.

E mais um desfilando aqui: Portugal!

Meo, Portugal é um time muito ruim, na boa. E o Cristiano Ronaldo não fez nada. [elenãoébonito]

E agora quem vem pro desfile: Inglaterra!

Acho melhor vocês continuarem apostando na música, por que olha, pra futebol hein? [tenso]

Quase fechando o desfile dessa noite, agora quem vem é: Espanha!

Essa seleção impressionou alguém? Por que pra mim é um time razoável, não tem nada de “oh, que medinho!”, a não ser pelo fato de terem ganhado a Eurocopa e blablabla fim.

E pra fechar, que toquem as vuvuzelas: Brasil!

Olha, essa seleção também não tem nada de “uhu, passa por cima!”, mas estão jogando bem. Parabéns Dunga, você é um bosta por criticar a imprensa que um dia te levantou, mas tá trabalhando direitinho, continue assim!

Chega né genten? Paralelo a tudo isto, gosto muito das torcedoras européias. [risosbreves]

Bom, é claro que estou torcendo pro Brasil e já sabia da regra do impedimento há eras q

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Brasileiro não mede esforços pra criticar tudo o que tem de melhor neste país. Um dia, quem sabe, alguém lhes apresente o patriotismo, coisa que vocês deixaram talvez em baixo das carteiras durante o período escolar, ou dentro do berço quando começaram a crescer.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Amigos inimigos.

Inimigos, inimizade, quem não tem que atire a primeira pedra. [nasuatesta]

Engraçado que hoje parei pra pensar em algumas circunstâncias nas quais eu me encontrei durante esse feriado, e me perguntei: Será que não sou eu, minha própria inimiga? Será que não é por culpa minha, e não dos outros, que eu estou dessa forma?

Não, acho que não interessa pra ninguém saber como eu estou HAHA, o que importa aqui é que seus inimigos podem estar mais perto do que você imagina!

Podem ser desde o poste de luz que entra subitamente [poxavidanéam?] na tua frente quando você olha pro lado tentando ver aquele (a) mocinho (a) muito bonitinho (a) que está atravessando a rua, ou até mesmo pode ser aquela pessoa muito desgraçada que não sabia nada na prova e tirou mais do que você às custas do teu resumo!

Pra dar uma complementada [anoteosingredientes] no que eu disse e pra vocês entenderem um pouco mais sobre esse negócio de ficar perto do seu inimigo e tal, meu grande amigo de um passado desconhecido, Augusto dos Anjos [joganogoogle], no qual seus ossos já devem ter virado pó há um bom tempo, diz:

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Bom, eu tinha escrito um monte aqui, mas achei melhor apagar por que senão ia ficar muito inapropriado pro horário global. [plinplin]

E deixando bem claro, não é pra ninguém se sentir ofendido ok? Ok.

Mas olha, vamo fala de coisa boa agora? Vamo? ENTÃO VAMO! Falaê Juarez!

Essa aqui é a TecPix de 263541654 Mega Pixe... [TIRO]

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A boca que te beija pode ter o pior veneno desse mundo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Feminino.

Claro que não é fácil falar sobre um assunto desses, mas tenho ótimos motivos pra ter escolhido esta palavra como tema. [pauta]

O que você define como sendo algo feminino? Quem, pra você, é feminina? Aquela mocinha de vestido e salto, com mil quilos de maquiagem no rosto, que sai rebolando pela rua enquanto um monte de pedreiros entortam a cabeça [voufalarqualéacabeça!] só pra ver ela passar?

Meu amor, isso é artificial, não feminino.

Se você acha que é feminina só por que defende causas impossíveis, fazendo com que a sua ‘espécie’ [animal] seja mais banalizada ainda, ao invés de inseri-la num mundo muito [eudissemuito] grande, eu te digo uma coisa: você não é feminina, você é burra. [nãoacheiumapalavramelhor]

Agora, se você pensa no tal feminino por que gosta de se esfregar atrás da parede com outras mulheres, meu amor, vou abrir todos os teus olhos e te dizer: você não é feminina, você é lésbica. [seforbonitaseapresente]

Ser feminina vai muito além de habitar um corpo com peitos e bem, vocês sabem do resto [paraevolta]; ser feminina é saber usar todos os teus artifícios e todos os dons que você, com o tempo, soube aperfeiçoar pro seu próprio prazer. Não tô chamando ninguém de vagabunda aqui hein, por favor.

- Filha, por que você usa isso? Mulher não devia usar essas coisas!

- Mãe, eu tô bem assim ok.

- Mas eu não entendo por que você faz isso. [dramamodeon]

- Só eu preciso entender. [umbj]

Além de tudo isso, ser feminina é saber conquistar, ousar, ceder, recuar, persuadir, provocar, se arrepender, viver com os cinco sentidos, amar.

O resto eu não conto por que, por mais que eu pareça um menininho, eu sou mais feminina que muita mulher por aí -s e vou terminar o post fazendo a linha misteriosa. [diva]

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E há ainda quem diga que o mundo é machista, preconceituoso e sem escrúpulos. Só vou contar um segredo pra todos os que dizem isso: vocês fazem parte dele.

sábado, 1 de maio de 2010

Mais uma vez.

Estava quieta, pensando, cantando para si mesma a canção que ecoava no fundo de sua profunda viagem em seu consciente, em seu coração. Olhava pro lado como quem procura alguém, não encontrava nada. Tentava fugir do mundo implorando para que as estrelas a levassem dali, talvez o céu fosse um lugar mais seguro aquela hora.

Começou a tatear a grama sob teuss, acendeu um cigarro como alguém que tenta se afundar numa droga profunda. Olhou pra cima mais uma vez, sentiu inveja da lua que estava escondida atrás de algumas nuvens. Queria ela estar lá, escondida, desapercebida.

Mas ela chamava demais a atenção de um grupo, de uma população, ela não fora feita pra viver sob teus próprios lençóis. Ouviu alguém a chamar.

Procurou o dono da voz, seu amigo, clamando por ela naquela roda. Uma roda de amigos em que ela não estava inserida. A colocavam no meio desde sempre. Como num súbito de raiva, decidiu deixar um pouco sua obscuridade e pegou um violão encostado sob uma caixa da madeira.

Pensou um pouco qual seria a nota certa. Viu quem estava fora da roda. Decidiu persuadir o amor e começou a tocar uma musica intocável. Ninguém a conhecia, ninguém sabia qual o motivo dela ecoar naquela noite. Ninguém. A não ser pela que estava fora da roda, conversando com quem não deveria, sussurrando com quem não podia contar.

E começou a cantar, sua voz não era tão suave, mas era suficiente pra que chamasse a atenção de todos por perto, todos, até a menina que a prendia naquela escuridão. Percebeu as palavras pronunciadas. Parou de conversar, como quem não dá atenção pros outros a não ser pra si.

E sentou do lado oposto da que tocava, com a cabeça baixa. Aos poucos ela foi se entregando a musica, como num ritmo que seduzia quem a ouvia. E seduzia. No outro lado da roda, alguém começava a derramar uma lágrima. De arrependimento, dor, confusão, persuasão por saber que estava errada.

E a musica acabou. A menina levantou o rosto e viu quem a afrontava. Tentou entender seu olhar, tentou se aproximar ao dar um sorriso. Não funcionou.

Tocou outra musica, dessa vez mais provocante. Estava tentando, indiretamente, conquistar um coração, o coração. Só não sabia que daria certo. E as duas cantaram como se tivessem ensaiado a vida toda pra isso. Não soube nem terminar direito o que começara, sabia só que este era mais um dos muitos truques que já haviam sido usados contra ela.

Se entregou, e desafinou. Largou o violão do lado e foi fumar outro cigarro. Foi tatear a grama mais uma vez, sentindo a brisa em teu rosto e a lua escondida atrás de algumas nuvens. Engoliu em seco, sentiu a mão que não sentira a semanas passando por seu pescoço. Ela não podia se deixar levar dessa vez, não podia deixar que a levassem pra onde ela não resiste chegar. Mas se entregou, mesmo sabendo que, depois dessa noite, tudo voltaria ao normal. Não seria vista, somente observada. Seria o alvo de olhos de quem tem sede pelo impossível. Sentiu então o calor de quem não nega sua vontade de levá-la até as estrelas, respirou como quem pede socorro e começaram, mais uma vez, o que nunca teve fim.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Expectativa.

Olha pro teto, praquela hélice trazendo o vento em seu rosto, trazendo consigo um toque em teus olhos, olhos cansados de mirar a escuridão. Já não sente a mão daquela menina que sempre te puxava pra trás da sala de aula, já não sente a boca da outra, que a deixava sem fôlego a noite inteira, dentro do teu carro. Já não ouve mais a voz da menina que cantava histórias de amor pra ela enquanto viajavam por aí e não bate mais o coração pela primeira que a conquistou, com um simples olhar, um simples impulso dentro de um raio tão enorme de pessoas a sua volta.

Depois de viajar vagamente lembrando das que fizeram parte da vida dela, retoma a consciência e levanta do chão. Tateia em cima de sua cama algo que possa a cobrir, ela esquecera de fechar a janela e já se passavam das quatro da manhã de um dia de julho no hemisfério sul.

Passava dias e dias dessa mesma forma, acabando no chão de seu quarto, depois de brincar com a fumaça e o líquido durante a noite toda. Passava dias e dias sonhando encontrar em alguém tudo o que queria.

Depois de achar algo para cobrir seu corpo, se dirigiu ao chuveiro, deixou que a água tentasse limpar o que não pode ser consertado por dentro. Arrumou-se e saiu novamente. Saiu pra tentar esquecer sua vida, pra deixar que sua mente fosse dominada mais uma vez pelo jogo de luzes daquela enorme pista. Saiu pra subir no palco e fazer o que melhor sabia. E se alimentava pelo álcool, inseparável companheiro, respirava por aquele filtro, temível destruidor de seus neurônios. E engolia pequenas porções de felicidade instantânea cada vez que lembrava de tudo que lhe fizeram.

E então saiu do seu consciente, caiu no chão como quem desiste de ficar em pé. Começou então a lutar contra seu destino internamente. Começou a perceber que a culpa não era dos outros, a culpa era dela por querer deles mais do que ela podia dar a si mesma. Abriu os olhos e viu a multidão a sua volta, sentiu os olhares enfim voltados a ela.

Fechou os olhos novamente, pediu ajuda aos outros, se levantou. Começou a olhar a sua volta, sem saber onde estava, até que, no canto daquele lugar, seu olhar encontrou o amor, aquela menina que sempre a fazia suspirar mais alto que as outras muitas em sua vida. Olharam-se, ela caiu em si, percebeu que a única que pode superar suas expectativas é ela mesma.

Virou as costas e continuou a dançar. Disfarce nunca fora seu forte. A única coisa que fazia tão bem quanto amar, era se machucar cada vez mais.